Introdução:
Vender bastante não significa necessariamente ter um bom lucro. Em um mercadinho, produtos como arroz, leite, café e refrigerantes podem apresentar volumes de venda diferentes, mas nem sempre os mais vendidos são aqueles que trazem o melhor resultado financeiro. Para descobrir quais mercadorias realmente compensam, é necessário comparar o preço de venda com os custos, considerar as despesas envolvidas e avaliar a quantidade vendida. Um sistema para mercadinho pode ajudar nessa tarefa ao organizar informações sobre compras, estoque e movimentações de vendas. Neste conteúdo, você entenderá como calcular a margem dos produtos, identificar mercadorias pouco rentáveis, evitar perdas e utilizar relatórios para tomar decisões mais seguras sobre preços e reposição.
Como saber quais produtos dão mais lucro no mercadinho?
Para descobrir quais produtos contribuem mais para o resultado financeiro, é preciso analisar três informações principais: quanto custa cada mercadoria, por quanto ela é vendida e quantas unidades são comercializadas durante determinado período.
Essa comparação permite identificar produtos que vendem bastante, mas possuem margens pequenas, e outros que apresentam menos saídas, porém oferecem um retorno maior por unidade.
Comece comparando o preço de compra com o preço de venda
O primeiro passo é verificar quanto o estabelecimento paga pelas mercadorias e qual valor cobra do consumidor.
Imagine que um pacote de café apresente os seguintes valores:
-
Preço de compra: R$ 18,00.
-
Preço de venda: R$ 25,00.
-
Diferença entre os valores: R$ 7,00.
Nesse exemplo, os R$ 7,00 representam a diferença inicial entre o valor recebido e o custo informado. Entretanto, essa quantia ainda não corresponde necessariamente ao lucro final.
Isso acontece porque a venda pode envolver outras despesas, como taxas de pagamento, tributos e custos adicionais relacionados à aquisição da mercadoria.
Por esse motivo, observar somente o preço de compra não é suficiente para avaliar a rentabilidade de um produto.
Como calcular a margem de contribuição de cada produto?
A margem de contribuição mostra quanto sobra de uma venda depois que são descontados os custos e as despesas variáveis relacionados à operação.
Esse valor contribui para pagar as despesas fixas do mercadinho e, depois que elas são cobertas, para formar o lucro.
O cálculo pode ser feito da seguinte maneira:
Margem de contribuição = Preço de venda − Custos e despesas variáveis
Considere um exemplo hipotético:
-
Preço de venda: R$ 25,00.
-
Custo de aquisição: R$ 18,00.
-
Tributos e demais despesas variáveis: R$ 2,00.
-
Margem de contribuição: R$ 5,00.
Para calcular a margem percentual, basta dividir a contribuição pelo preço de venda e multiplicar por 100.
Nesse caso, a margem de contribuição corresponde a 20%.
Isso significa que, para cada R$ 25,00 vendidos, R$ 5,00 ficam disponíveis para ajudar a cobrir as despesas fixas e formar o resultado do negócio.
Por que a quantidade vendida também precisa ser considerada?
Um produto pode apresentar uma margem pequena por unidade e, ainda assim, gerar uma contribuição total importante quando possui grande volume de vendas.
Imagine dois produtos comercializados no mesmo mês:
-
Produto A: margem de R$ 2,00 por unidade e 200 unidades vendidas.
-
Produto B: margem de R$ 5,00 por unidade e 50 unidades vendidas.
O Produto A gera R$ 400,00 de contribuição total, enquanto o Produto B gera R$ 250,00.
Portanto, mesmo oferecendo um retorno unitário menor, o primeiro produto contribuiu com um valor maior durante o período.
Essa análise é importante porque permite avaliar o desempenho das mercadorias sem considerar apenas o faturamento ou a quantidade vendida.

Quais custos precisam entrar no cálculo do lucro?
Um erro comum na gestão de pequenos mercados é calcular o resultado de um produto considerando apenas o valor pago ao fornecedor.
Embora esse custo seja importante, existem outras despesas que podem interferir no valor disponível após a venda.
Para realizar uma comparação mais confiável, é necessário identificar quais gastos fazem parte da aquisição e quais estão relacionados à comercialização.
Custos de compra e transporte das mercadorias
O custo de aquisição pode envolver mais do que o preço apresentado na nota do fornecedor.
Dependendo das condições de compra, também precisam ser considerados:
-
Frete necessário para transportar os produtos.
-
Despesas adicionais diretamente relacionadas à aquisição.
-
Tributos não recuperáveis, conforme o enquadramento fiscal.
-
Descontos recebidos na negociação.
-
Quantidade de unidades adquiridas.
Imagine que um mercadinho compre uma caixa com 20 unidades de determinado produto por R$ 100,00.
Inicialmente, o custo unitário é de R$ 5,00. Entretanto, se houver um frete de R$ 20,00 diretamente atribuível àquela compra, sem outros ajustes, o custo passa para R$ 6,00 por unidade.
Caso o responsável utilize apenas o primeiro valor para definir o preço de venda, poderá superestimar a margem.
Qual é a diferença entre despesas fixas e variáveis?
As despesas variáveis estão relacionadas ao volume das operações, enquanto as fixas não dependem diretamente da venda de uma unidade específica.
Entre as despesas variáveis, podem estar as taxas cobradas em pagamentos com cartão e determinados tributos incidentes sobre as vendas.
Já as despesas fixas incluem gastos como aluguel, internet e outros custos necessários para manter o estabelecimento funcionando.
A distinção é importante porque a margem de contribuição considera os custos e as despesas variáveis, mas ainda precisa ajudar a pagar os gastos fixos.
Por isso, mesmo quando vários produtos apresentam margens positivas, o mercadinho pode terminar o mês com prejuízo se a contribuição total não for suficiente para cobrir suas despesas.
Produto mais vendido é sempre o que dá mais lucro?
Não necessariamente. Um produto com grande procura pode gerar bastante faturamento, mas apresentar uma margem pequena. Da mesma forma, uma mercadoria vendida em menor quantidade pode oferecer uma contribuição maior por unidade.
Em um mercadinho, alimentos básicos costumam fazer parte das compras frequentes dos consumidores. Entretanto, o retorno de cada item depende das condições negociadas com fornecedores, dos preços praticados e dos custos envolvidos.
Por que produtos com muitas vendas podem ter margens menores?
Mercadorias como arroz, leite e açúcar podem enfrentar forte comparação de preços entre estabelecimentos.
Nessas situações, o comerciante pode trabalhar com margens menores para manter preços competitivos.
Isso não significa que esses itens sejam pouco importantes. Eles podem representar uma parcela relevante do movimento e contribuir para que os consumidores também comprem outras mercadorias.
O cuidado está em não confundir grande quantidade de vendas com maior rentabilidade.
Como comparar produtos com margens diferentes?
A melhor forma de fazer essa análise é reunir os valores de venda, custos variáveis e quantidade comercializada durante o mesmo período.
A tabela abaixo apresenta um exemplo de comparação entre mercadorias comuns em pequenos mercados.
Tabela: Comparação da margem e do retorno de produtos de um mercadinho
|
Produto |
Preço de venda |
Custo + despesas variáveis |
Margem por unidade |
Unidades vendidas |
Contribuição total |
|---|---|---|---|---|---|
|
Arroz 5 kg |
R$ 28,00 |
R$ 25,00 |
R$ 3,00 |
120 |
R$ 360,00 |
|
Leite 1 L |
R$ 6,00 |
R$ 5,00 |
R$ 1,00 |
300 |
R$ 300,00 |
|
Café 500 g |
R$ 25,00 |
R$ 20,00 |
R$ 5,00 |
100 |
R$ 500,00 |
|
Refrigerante 2 L |
R$ 10,00 |
R$ 7,00 |
R$ 3,00 |
180 |
R$ 540,00 |
|
Biscoito 130 g |
R$ 5,00 |
R$ 3,00 |
R$ 2,00 |
150 |
R$ 300,00 |
|
Detergente 500 ml |
R$ 3,50 |
R$ 2,50 |
R$ 1,00 |
200 |
R$ 200,00 |
Os valores são fictícios e servem apenas para demonstrar os cálculos. Não representam preços reais de mercado ou margens médias do setor. As contribuições totais não descontam as despesas fixas.
Observe que o leite apresenta a maior quantidade vendida, com 300 unidades, mas gera R$ 300,00 de contribuição total.
Já o refrigerante, mesmo com uma quantidade menor de vendas, apresenta uma contribuição de R$ 540,00.
O café também se destaca, pois oferece a maior margem unitária entre os itens apresentados.
Essas diferenças mostram como uma análise baseada em números pode revelar oportunidades que não seriam percebidas apenas observando o movimento das prateleiras.

Como o estoque influencia o lucro dos produtos?
Além de calcular as margens, o responsável pelo mercadinho precisa acompanhar o comportamento das mercadorias armazenadas.
Um produto pode ter uma boa margem prevista, mas permanecer muito tempo no estoque, ocupar espaço e comprometer recursos que poderiam ser destinados à compra de itens com maior procura.
Produtos parados representam dinheiro imobilizado
Imagine que o comerciante compre 80 pacotes de determinado biscoito, esperando vender toda a quantidade durante o mês.
Entretanto, apenas 10 unidades são comercializadas.
As outras 70 permanecem armazenadas, representando dinheiro aplicado em mercadorias que ainda não foram vendidas.
Se essa situação acontecer com vários produtos, o estabelecimento poderá enfrentar dificuldades para repor itens que apresentam maior saída.
Por isso, acompanhar a movimentação do estoque ajuda a comprar quantidades mais próximas da demanda real.
Produtos vencidos e avariados prejudicam a rentabilidade
Outra situação que merece atenção é a perda de mercadorias.
Alimentos vencidos, embalagens danificadas, produtos quebrados e problemas de armazenamento podem comprometer os resultados.
Considere um mercadinho que compra 30 unidades de iogurte, mas precisa descartar cinco por vencimento.
Mesmo que as outras unidades sejam vendidas com uma margem positiva, o custo das mercadorias descartadas reduz o resultado da operação.
Para evitar esse problema, é importante conferir os prazos de validade no recebimento, organizar os produtos por vencimento e acompanhar a saída dos itens perecíveis.
Como o giro de estoque ajuda a decidir o que comprar?
O giro de estoque indica quantas vezes o estoque de determinada mercadoria é renovado durante um período.
Produtos com alta rotatividade costumam exigir reposições frequentes, enquanto aqueles com pouca movimentação precisam de uma análise mais cuidadosa antes de novas compras.
No entanto, um giro elevado não garante maior lucro.
O ideal é avaliar a rotatividade junto da margem, das perdas, dos prazos de pagamento e da necessidade de manter produtos disponíveis para os consumidores.
Assim, o comerciante consegue evitar tanto a falta de mercadorias importantes quanto o excesso de produtos com pouca procura.
Como identificar produtos que estão dando pouco retorno?
Nem sempre um produto pouco rentável precisa ser retirado das prateleiras. Em alguns casos, pequenas mudanças nas compras, nos preços ou na exposição podem melhorar seu desempenho.
Antes de tomar qualquer decisão, é importante identificar a causa do problema.
Quais sinais indicam que uma mercadoria precisa ser reavaliada?
Algumas situações merecem atenção:
-
O fornecedor aumentou o preço, mas o valor de venda não foi atualizado.
-
O produto recebe descontos frequentes que reduzem a margem.
-
Existem muitas unidades armazenadas sem movimentação.
-
As mercadorias apresentam perdas constantes por vencimento ou avaria.
-
O custo de aquisição está alto em comparação com o preço praticado.
-
O volume vendido é pequeno diante da quantidade comprada.
Esses sinais não significam necessariamente que o item deve deixar de ser comercializado, mas indicam a necessidade de conferir seus resultados.
O que fazer quando um produto apresenta margem muito baixa?
A primeira medida é verificar se o custo cadastrado corresponde ao valor efetivamente pago na compra mais recente, considerando os critérios corretos de apuração.
Depois, o responsável pode consultar fornecedores, revisar o preço de venda ou avaliar alternativas para reduzir despesas relacionadas à mercadoria.
Por exemplo, se determinado refrigerante apresentou aumento no custo de aquisição, vale conferir se o preço de venda continua adequado antes de realizar uma nova compra.
Outra possibilidade é negociar melhores condições para quantidades compatíveis com a demanda do estabelecimento.
O importante é evitar decisões precipitadas, como aumentar todos os preços automaticamente ou realizar promoções sem calcular seus efeitos sobre a margem.

Como um sistema para mercadinho ajuda a identificar os produtos mais rentáveis?
Analisar cada mercadoria manualmente pode ser trabalhoso, especialmente quando o estabelecimento possui centenas de itens cadastrados.
Utilizar um sistema para mercadinho permite organizar registros de compras, vendas e estoque, facilitando a consulta das informações necessárias para avaliar o desempenho dos produtos.
Entretanto, a precisão da análise depende da atualização dos cadastros e do registro correto das movimentações.
Cadastro organizado de produtos e preços
O cadastro de mercadorias deve conter informações como descrição, código, unidade de medida, preço de custo e preço de venda.
Esses dados ajudam a identificar os itens e acompanhar as alterações realizadas ao longo do tempo.
Imagine que o fornecedor aumente o custo de uma caixa de leite. Se essa informação não for atualizada, os cálculos utilizados pelo comerciante poderão continuar considerando um valor antigo.
Por isso, conferir os custos durante o registro das compras é uma etapa importante para manter as informações confiáveis.
Relatórios de vendas e margens de produtos
Os relatórios permitem observar o desempenho das mercadorias durante determinados períodos e comparar informações que seriam difíceis de acompanhar apenas pela movimentação do caixa.
Dependendo das informações disponíveis, o responsável pode analisar quais produtos foram mais vendidos, quais apresentaram maior contribuição e quais tiveram pouca movimentação.
No MercadoPro, os recursos de gestão incluem controle de vendas, estoque e relatórios que auxiliam no acompanhamento dos resultados.
Com esses registros organizados, torna-se mais fácil avaliar se vale a pena manter determinada quantidade de um produto, rever preços ou negociar novas condições de compra.
Integração entre compras, estoque e PDV
As informações registradas no ponto de venda também são importantes para acompanhar o comportamento das mercadorias.
Quando uma venda é finalizada, a movimentação precisa ser refletida corretamente no estoque para que o responsável saiba o que realmente foi comercializado.
Da mesma forma, as compras devem ser registradas para atualizar os saldos e os custos utilizados nas análises.
Um fluxo organizado pode funcionar da seguinte maneira:
Compra da mercadoria → Entrada no estoque → Cadastro ou atualização do custo → Venda no PDV → Consulta dos relatórios.
Essa sequência reduz a necessidade de conferir informações em controles separados e ajuda a identificar divergências.
Por que o fechamento de caixa também interfere na análise?
As informações financeiras precisam corresponder às vendas registradas para que os relatórios sejam confiáveis.
Diferenças no fechamento, pagamentos classificados incorretamente e cancelamentos sem conferência podem dificultar a interpretação dos resultados.
Por exemplo, quando uma venda paga por Pix é registrada como dinheiro, o faturamento pode permanecer correto, mas o saldo esperado na gaveta fica diferente.
Isso não altera necessariamente a margem do produto, mas prejudica a conferência dos recebimentos e pode dificultar a identificação de perdas financeiras.
Para entender essas situações, veja também como um sistema para caixa de mercado ajuda a conferir movimentações e identificar diferenças no fechamento.
Manter os registros organizados permite separar problemas de recebimento de questões relacionadas aos custos e à rentabilidade das mercadorias.
Como acompanhar os produtos mais lucrativos durante o mês?
A análise dos produtos não precisa ser uma atividade complicada. O comerciante pode estabelecer uma rotina de conferências para identificar mudanças nos custos, no volume de vendas e na movimentação do estoque.
O ideal é escolher uma frequência adequada ao tamanho do estabelecimento e à quantidade de produtos comercializados.
O que conferir diariamente?
No final do expediente, vale observar as movimentações registradas e verificar se existem situações que precisam de correção.
Entre os cuidados mais importantes estão:
-
Conferir as vendas realizadas.
-
Verificar cancelamentos e descontos aplicados.
-
Acompanhar produtos com grande saída.
-
Registrar perdas e mercadorias danificadas.
-
Conferir movimentações e diferenças no caixa.
Essas verificações ajudam a evitar que pequenos erros permaneçam nos registros e comprometam análises futuras.
Como analisar os produtos semanalmente?
Uma vez por semana, o responsável pode consultar as mercadorias que apresentaram maior volume de vendas e comparar seus resultados.
Também é interessante observar os produtos que ficaram parados e aqueles que tiveram alterações recentes nos custos.
Por exemplo, se o preço de compra do café aumentou durante a semana, o comerciante pode verificar sua margem atual antes de realizar um novo pedido ao fornecedor.
A análise também permite perceber quais itens estão saindo mais rapidamente e precisam de atenção na reposição.
O que avaliar no fechamento de cada mês?
A conferência mensal deve reunir os dados do período para identificar o desempenho geral das mercadorias.
Nesse momento, o comerciante pode comparar a contribuição total dos produtos, as despesas fixas, as perdas registradas e os resultados das compras realizadas.
Também é importante verificar se houve mudanças no comportamento dos consumidores.
Um produto que vendeu bastante em determinado mês pode apresentar menor procura no período seguinte, especialmente quando existe influência de clima, datas comemorativas ou hábitos locais.
Com essas informações, o responsável consegue planejar compras mais adequadas, rever preços quando necessário e reduzir o risco de manter mercadorias paradas.
Quando vale a pena rever a lista de produtos vendidos?
A variedade de mercadorias precisa acompanhar as necessidades dos consumidores e a capacidade de compra do estabelecimento.
Se determinado produto apresenta pouca saída durante vários períodos, ocupa espaço e exige reposições pouco vantajosas, pode ser necessário avaliar sua permanência no estoque.
Entretanto, a decisão não deve considerar apenas a margem individual.
Alguns itens são importantes para atender às expectativas dos clientes, mesmo quando apresentam contribuição menor. Outros podem ter procura sazonal ou complementar a venda de mercadorias mais rentáveis.
Por isso, antes de retirar um produto das prateleiras, vale observar seu histórico de vendas, a frequência de compra dos consumidores, o espaço ocupado e sua importância para o mix do mercadinho.
O objetivo é manter um estoque equilibrado, com mercadorias que atendam à demanda e contribuam para a sustentabilidade financeira do estabelecimento.
Evite perdas e melhore seu estoque
Produtos parados, mercadorias vencidas e compras em excesso podem comprometer seus resultados. Tenha mais controle sobre o estoque e organize a reposição de produtos.
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